À conversa com: Jorge Maia

À conversa com: Jorge Maia

É com imenso prazer que inauguramos está secção do fotografia.pt, hoje temos à conversa Jorge Maia, fotógrafo amador, mas com uma paixão pela fotografia entusiasmante e contagiante. Nesta entrevista, Jorge Maia fala-nos um pouco sobre os seus gostos, influencias e motivações, etc.

The tire

Entrevista a Jorge Maia

Olá Jorge, dê-nos algum pano de fundo, há quanto tempo começou a fotografar e o que o fez iniciar-se neste mundo da fotografia?

Eu comecei a fotografar mais a sério a partir de 97 e penso que tenha sido o gosto de captar cenários e situações que queria perpetuar no tempo, a fotografia funciona como um bilhete de ida e volta, cada imagem tem a capacidade de colocar sensações captadas ao mundo das experiências vividas e imortaliza-las em película.

O Jorge faz da fotografia a sua vida profissional ou é só um “fantástico” entusiasta?

De momento ainda não me é permitido viver apenas da fotografia, mas trabalho para alcançar esse objetivo.

Lembra-se do clique que despertou em si a paixão pela fotografia?

Desde pequeno que sempre tive um fascínio pela fotografia, mas penso que o verdadeiro clique foi quando comprei a minha primeira SLR, ela forneceu-me tantas possibilidades, um novo mundo de criatividade e exploração que se abria diante dos meus olhos.

Out of the haze

Quem são as suas principais influências na fotografia? E fora dela?

As principais na fotografia serão: Ansel Adams, pelo seu perfeccionismo paisagístico, Henri Cartier-Bresson pela sensibilidade humana, Robert Capa pela coragem de levar a sua fotografia ao limite e Man Ray pelo abstracionismo de seu trabalho, entre outros.

Fora da fotografia, a imensa beleza e diversidade existente neste planeta.

Noto que a maior parte das tuas fotografias são de paisagens. Porquê a escolha da fotografia de paisagem? Amor à primeira vista ou foi descobrindo esta sua relação com a natureza ao longo do tempo?

A fotografia de paisagem foi algo inato em mim, uma paixão. É nela que encontro a serenidade, a tranquilidade, o espaço de reflexão. A impressão de que o tempo pára, que a realidade se extingue algo que me transporta para outro mundo. É o que tento transmitir, as emoções que sinto no momento, para que quem visualize as imagens possa sentir o mesmo que eu sinto.

Noto também que tem um gosto especial pela fotografia a preto e branco, porquê essa escolha?

Este já foi um amor que só chegou a quando do curso de fotografia na ar.co. Nos dois primeiros semestres do curso, a aprendizagem era toda feita em P&B e todo o processo era realizado por nós, desde a concepção, o click, a revelação dos rolos e por fim a ampliação em papel. E acho que foi esta relação tão grande com o processo que me fascinou. Ainda estive cerca de 4/5 anos quase exclusivamente a fotografar em P&B.

O P&B fala-nos de uma maneira completamente diferente da cor, existe uma intensidade diferente, uma expressão, uma forma de comunicar que nos toca mais profundamente.

O processo criativo dos fotógrafos é muitas vezes esquecido. Pode-me falar um pouco dos seus processos? Não em termos de equipamentos ou técnica, mas sim das motivações, da descoberta de um local para fotografar até à fotografia final.

Sempre que sai para fotografar já tem tudo estudado ou deixa-se levar pelo momento?

Echoes of the unknown

O processo depende muito do local, quando são locais próximos a necessidade de pesquisa é menor (consulto sempre a meteorologia, as marés, o posicionamento da Lua e do Sol), gosto de ter em mente 2 ou 3 locais pré definidos e por vezes opto por fazer alguma exploração no local. Mas quando as distâncias são maiores, aí já existe uma maior necessidade de preparação e pesquisa, faço muito o planeamento de lugares que quero fotografar e geralmente gasto mais tempo neste processo do que no click final. Nestes casos gosto sempre de ter previamente vários locais em mente, por vezes consigo o que quero, outras, tenho que ajustá-lo às condições que encontro.

Num dos meus recentes projectos: “Night dreams” estudei astronomia para alcançar o meu melhor, também fiz muita pesquisa sobre fotografia de astronomia. É muito importante saber e conhecer muito bem o que se está a fotografar.

É um processo que requer muita dedicação, empenho, paciência e trabalho, muitas vezes saio de casa ainda de madrugada e tenho de ficar à espera pelo momento ideal por largos períodos de tempo, torna-se realmente uma busca, se quer alcançar um certo nível e qualidade na fotografia, não se pode contar apenas com a sorte, tem de se procurar por ela.

Também tenho sempre o cuidado de pesquisar na net pelo que foi feito nesses locais e tento dar sempre a minha interpretação, a minha visão.

Night enigma

Whispers of eternity

Reparo que uma das zonas que o Jorge fotografa com regularidade é a Praia Azul. Algum motivo especial?

Penso que provavelmente e sem descurar a beleza natural da Praia Azul, seja o facto de trabalhar a apenas 5 minutos deste local e aliado ao facto de ser uma praia em constante mutação devido às marés, torna-a muito acessível para visitas com alguma regularidade.

Aqui ficam algumas das Fotos escolhidas pelo Jorge para o Fotografia.pt

Aproveitem e visitem todo o trabalho do Jorge Maia na sua página do Facebook ou então no 500px.

Espero que tenham gostado deste momento mais intimo com o Jorge e até à próxima. Aproveitem e partilhem as vossas opiniões nos comentários ficamos à espera de saber o que acham do trabalho do Jorge Maia.

 

Jorge Lima

Escrito por Jorge Lima

Olá, o meu nome é Jorge Lima sou programador Web, vivo na bela cidade do Porto e … Gosto de curtir a vida e compartilhar bons momentos...

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